terça-feira, 20 de outubro de 2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009


Como começar uma dieta vegetariana
Todavia, o melhor plano a ser seguido é fazer uma adaptação gradual para uma dieta vegetariana, e não mudar tudo de uma só vez. Dessa forma, permite-se ao organismo que tenha o tempo necessário para ajustar ao novo programa alimentar. O estômago precisa de tempo para se habituar a digerir um maior volume de alimentos, comece tomando o desjejum a única refeição exclusivamente vegetariana.Então, alguns meses depois, faça o mesmo com o almoço, uma vez por semana. Um mês depois, aumente a freqüência das refeições vegetarianas. Em sete meses, todas as suas refeições do desjejum e almoço terão se tornado vegetarianas.
Proceda da mesma maneira com relação ao jantar. Esse período de tempo é necessário para que o seu organismo se ajuste perfeitamente.Provavelmente a pessoa não perderá muito peso se fizer a mudança gradual para um regime vegetariano. Entretanto, se tornará apta para ingerir maior quantidade de vegetais sem qualquer desconforto ou sem ter de fazer grande esforço para isso.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Razões para o praticante de Yoga se tornar Vegetariano

O vegetarianismo tem sido adotado maciçamente pelos praticantes de Yoga desde milênios atrás, por três motivos:
1) o dharma e a ética ambiental,
2) a saúde e
3) o progresso espiritual.
Em relação ao primeiro ponto, vale lembrar: considera-se comer carne um crime contra a lei universal, porque isso significa participar, mesmo que indiretamente, em atos de crueldade e violência contra o reino animal, mas também contra o meio ambiente, quando somos coniventes com a destruição das florestas para fazer pasto para engordar o gado. Se uma parte da extensão de terra fértil usada atualmente para criar gado fosse utilizada para plantar cereais, o problema da fome no mundo acabaria imediatamente. Em relação à questão da saúde, está mais do que claro que uma dieta rica em carnes é diretamente responsável por uma interminável série de problemas de saúde, que vão desde a prisão de ventre até o câncer de cólon, desde o mal de Parkinson até o mal da vaca louca, desde a halitose até problemas cardíacos como o enfarte, que, aliás, é a principal causa de mortes no mundo. Se continuarmos de olhos fechados para essas constatações gritantes, continuaremos vivendo mal e morrendo cedo. Uruguai, por exemplo, país onde o consumo de carne vermelha é maciço, é recordista planetário em mortes por câncer de cólon (em números relativos à população). Em relação ao último ponto, o progresso espiritual, devo dizer que nem todas as tradições espirituais do Oriente abraçaram o vegetarianismo. O budismo tibetano, por exemplo, não menciona o assunto. Isso acontece por dois motivos. Por um lado, o Tibet é um país íngreme, alto e muito frio, onde não é possível para a maioria da população seguir uma dieta vegetariana. Por outro lado, Buda não quis colocar nenhuma restrição a seus monges em relação à alimentação para evitar que eles se apegassem a uma dieta ou deixassem de aceitar o alimento que lhes era dado como esmola. De fato, o próprio Buda morreu em decorrência de uma intoxicação que adquiriu num jantar onde lhe foi servido porco, que ele não rejeitou pela questão do desapego mencionada acima. Não obstante esses dois motivos, e outros que poderíamos mencionar, o Dalai Lama recomenda aos seguidores do budismo tibetano a dieta vegetariana. Excetuando-se o budismo, todas as demais tradições ascéticas da Índia são taxativas em relação à dieta vegetariana: hindus, jainistas e parses aderem desde tempos imemoriais ao vegetarianismo como meio para purificarem não apenas seus corpos mas igualmente suas mentes e corações. Para o yogi consciente, devorar a carne de animais mortos é um ato de barbárie que carrega consigo conseqüências kármicas muito indesejáveis. Considera-se como regra que, se o alimento foge de você quando você estende sua mão para pegá-lo, você não deve comê-lo. Se estender minha mão para pegar um frango com a intenção de matá-lo para comer, é natural que ele fuja para proteger sua vida. Até mesmo animais com limitações de locomoção como as ostras fugiriam de você se tivessem pernas e sentissem que você está atrás delas para comê-las! Por outro lado, o reino vegetal parece dar seus alimentos sem demasiado sofrimento. Se estender minha mão em direção a um cajueiro para pegar seus frutos, este generosamente permite que me alimente com eles. A árvore não sofre, o alimento é bom e eu tenho direito de me beneficiar dele. Por causa disso, considera-se que a dieta vegetariana esteja em harmonia com o dharma.
A palavra dharma significa “aquilo que mantém unido”, e refere-se não somente às leis naturais, mas igualmente à Força Consciente de coesão e harmonia que gera e mantém o universo. Tudo é harmonia no universo. “Como pode praticar a verdadeira compaixão aquele que come a carne de um animal para engordar sua própria carne? Maior do que mil oferendas de ghi no fogo sagrado é não sacrificar nem consumir nenhuma criatura viva.”
Fonte: http://www.yoga.pro.br/Vegetarianismo e Yoga Pedro Kupfer
PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE VEGETARIANISMO


1) Se animais matam outros animais para se alimentar, porque deveríamos agir de forma diferente?
R - Os animais que matam para se alimentar não poderiam sobreviver se agissem de outra forma. Este não é o nosso caso. Nós, humanos, na verdade nos tornamos mais saudáveis quando adotamos uma dieta vegetariana. Além disso, se nós não costumamos nos comportar como animais, por que deveríamos abrir uma exceção para este caso?
2) Os seres humanos não têm que comer carne para permanecer saudáveis?
R - O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e a Associação Dietética Americana, dois órgãos que são referência mundial em questões alimentares, endossaram dietas vegetarianas. Pesquisas demonstraram também que vegetarianos possuem sistemas imunológicos mais fortes, e que os consumidores de carne têm duas vezes mais chances de morrer de doenças cardíacas e probabilidades 60% maiores de morrer de câncer. O consumo de carne, leite e seus derivados tem sido ainda relacionado a diversas outras doenças, como diabetes, artrite e osteoporose.
3) Os vegetarianos ingerem proteína suficiente?
R - Em boa parte dos casos, o problema é ingerir proteína em demasia, não em quantidade insuficiente. Muitos dos que consomem produtos de origem animal ingerem três ou quatro vezes mais proteínas do que necessitam. Há uma enorme variedade de alimentos vegetarianos ricos em proteínas, como massas, pães, feijões, ervilhas, milho e até mesmo cogumelos. Quase todos os alimentos contêm proteína. É quase impossível não obter proteína suficiente em uma dieta que possua a quantidade de calorias adequada, mesmo que não se faça uma escolha mais cuidadosa dos alimentos. Por outro lado, proteína em demasia é uma das principais causas conhecidas de osteoporose e doenças renais.
4) Comer carne é natural. Tem sido assim por milhares de anos. Nós evoluímos desta maneira.
R - Na verdade, nós não evoluímos para comer carne. Animais carnívoros possuem dentes caninos pontiagudos, garras e um trato digestivo curto. Os seres humanos, em seu atual estágio de evolução, não apresentam garras nem caninos desenvolvidos. Temos molares lisos e um trato digestivo longo, muito mais adequado a uma dieta de vegetais, grãos e frutas. Comer carne é perigoso para nossa saúde; contribui para o aparecimento de doenças cardíacas, câncer e uma infinidade de outras doenças.
5) Se todos passassem a comer apenas alimentos de origem vegetal, haveria bastante comida para todos?
R - Boa parte da safra mundial de grãos é na verdade destinada a alimentar o gado. Desta forma, se todos se tornassem vegetarianos, haveria muito maior abundância de alimentos. Nos Estados Unidos, por exemplo, 80% do milho produzido são usados na alimentação dos animais criados para consumo. Em todo o mundo, o gado consome uma quantidade de alimento equivalente às necessidades calóricas de 8,7 bilhões de pessoas - mais do que toda a população humana do planeta.
6) Os fazendeiros tratam seus animais muito bem, ou eles não produziriam tanto leite e ovos.
R - Os animais nas fazendas não ganham peso, produzem leite e colocam ovos porque se sentem confortáveis, contentes, ou são bem tratados, mas, na verdade, porque foram manipulados especialmente para fazer estas coisas, com drogas, hormônios e técnicas de criação e seleção genética. Além disso, os animais criados para produção de alimentos, mesmo vacas leiteiras e galinhas poedeiras, hoje são abatidos em idade extremamente jovem, antes que as doenças e a miséria os dizimem. É mais lucrativo para os fazendeiros absorver as perdas ocasionadas por mortes e doenças do que manter os animais em condições humanitárias.
6) Vegetarianismo é uma questão de escolha pessoal. Não tente forçar os outros a fazer esta escolha.
R - De um ponto de vista moral, as ações que prejudicam outros não são questões de escolha pessoal. O assassinato, o estupro, o abuso de crianças e a crueldade para com os animais são atitudes imorais. Nossa sociedade incentiva hoje o hábito de comer carne e a crueldade nas unidades de criação de animais, mas a história nos ensina que esta mesma sociedade um dia encorajou a escravidão, o trabalho infantil e muitas outras práticas agora universalmente reconhecidas como imorais.
7) Eu conheço um vegetariano que não é saudável.
R - Há, claro, vegetarianos que não são saudáveis. Assim como há comedores de carne na mesma situação. Mas o fato é que as pesquisam comprovam que dietas vegetarianas bem variadas e de baixo teor de gordura criam melhores condições para uma vida mais longa e saudável.
8) Eu não matei o animal.
R - Não, mas financiou sua morte, tornando-se responsável direto por ela. Sempre que você compra carne, assina um atestado de culpa: a morte daquele animal foi para seu usufruto e você pagou por ela.
9) Quem pratica exercício duas ou três vezes por semana pode adotar a dieta vegetariana sem prejuízos? Quais os cuidados que a pessoa deve adotar?
R - Sim, desde que planeje refeições que forneçam calorias adequadas para suprir suas necessidades energéticas e faça no mínimo seis refeições por dia. É importante também que as quantidades sejam moderadas. Para praticantes de atividade física é importante ter uma refeição equilibrada. Os carboidratos (pães, cereais, arroz, macarrão, batata, etc), são utilizados preferencialmente como fonte de energia, além da proteína (agora de grãos integrais, soja, ovo, leite e derivados) tendo sua participação mais discreta, porém importante. Para a recuperação a alimentação pós atividade deve conter pelo menos uma fonte de cada destes nutrientes. As vitaminas e minerais (frutas, hortaliças e alimentos integrais) também são importantes por participarem de todas as reações orgânicas, além de atuarem como antioxidantes.
10) E os atletas, podem ser vegetarianos sem prejuízo?
R - Sim, porém o atleta vegetariano perde peso com facilidade. Para manter o equilíbrio energético, é necessário um bom planejamento alimentar e fazer seis ou mais refeições por dia em quantidades moderadas. Se a alimentação não inclui leite e derivados ou ovos, é importante formar diferentes combinações de alimentos, incluindo maior quantidade de grãos integrais, principalmente a soja.
PRECONCEITOS E REALIDADES DO VEGETARIANISMO


Preconceito: Os vegetarianos não consomem proteínas suficientes.
Realidade: Os vegetarianos consomem proteínas suficientes, sim. O que os vegetarianos não consomem são proteínas em excesso.
Preconceito: Os vegetarianos(em especial os vegans) não consomem cálcio suficiente.
Realidade: Os vegetarianos e vegans consomem cálcio suficiente porque absorvem melhor o cálcio dos alimentos. Nas dietas convencionais, os excessos de proteínas dificultam a boa absorção de cálcio.
Preconceito: Os vegetarianos comem aves e peixes.
Realidade: Não comem. Para muitas pessoas que estão trabalhando no sentido de se tornarem vegetarianas, aves, peixes, ovo s e laticínios podem ser alimentos de transição, mas não são alimentos vegetarianos. Ser um vegetariano significa, no mínimo, não comer nenhum tipo de carne.
Preconceito: Todos os vegetarianos são ativistas ecológicos ou de proteção aos animais.
Realidade: A maioria das pessoas que se tornam vegetarianas são unicamente por motivos de saúde. O segundo motivo mais comum é o respeito aos animais. Não são todos os vegetarianos que assumem uma postura ativa contra as crueldades cometidas contra os animais, mas a dieta vegetariana em si mesma já é um enorme ato de compaixão para com eles.
Preconceito: Vegetarianismo é coisa de mulher.
Realidade: De fato, há mais mulheres do que homens vegetarianos. Mas isso acontece porque, numa sociedade machista, comer carne muitas vezes é um símbolo de masculinidade e virilidade. Valores como a não-violência e a compaixão são percebidos como símbolos de feminilidade, e são depreciados ou temidos pelos homens, numa sociedade machista.
Preconceito: Os vegetarianos são esquerdistas.
Realidade: Há vegetarianos em todas as correntes políticas, filosóficas e religiosas, sendo correto dizer que existe uma tendência mais reformista do que conservadora entre eles.
Preconceito: É um desastre convidar um vegetariano para jantar fora porque ele é muito complicado.
Realidade: É claro que não vai dar certo convidar um vegetariano para um lanche no McDonald’s(o melhor é boicotar o McDonald´s) ou um churrasco, mas almoçar ou jantar com um vegetariano não representa o menor problema. Em muitos restaurantes há pratos que um vegetariano comeria. Na maioria das culturas há sempre pratos feitos exclusivamente com produtos vegetais.
Preconceito: Os vegetarianos adoecem mais facilmente.
Realidade: Assim como qualquer pessoa que tem uma dieta comum, há vegetarianos que adoecem facilmente e outros que nunca ou quase nunca adoecem. O que ocorre é que os vegetarianos são normalmente muito menos propensos a ataques do coração, câncer de mama, osteoporose e outras doenças relacionadas com excesso de consumo de proteínas e gorduras saturadas.
POR QUE SOU VEGETARIANA
"A escravidão animal deveria ser enterrada, juntamente com a humana, no cemitério do passado"
"Minhas razões para ser vegetariano são muito simples:
Os animais têm capacidade de sofrer.
Quando são criados para nos fornecer carne, eles sofrem de muitas e desnecessárias maneiras.
Nós não precisamos comer carne. Qualquer que tenha sido a situação no passado, nos primórdios da evolução humana, hoje as pessoas de classe média dos países desenvolvidos têm uma gama enorme de alimentos nutritivos a sua disposição. Uma dieta vegetariana não impede o acesso a proteínas e outros nutrientes essenciais. Comemos carne porque apreciamos o sabor, não porque ela seja necessária a nossa saúde.
O desejo de saborear a carne dos animais não justifica fazê-los sofrer.
Portanto, não deveríamos comer animais que sofrem só para isso – para nos fornecer sua carne.
O sofrimento a que me refiro não ocorre apenas nos matadouros. Muitas pessoas ainda não sabem como funcionam as modernas fazendas industriais. Nelas, a mecanização e os métodos de negócios corporativos são aplicados de acordo com o princípio de que os animais são objetos a ser consumidos. Para baratearem o custo, os produtores confinam e amontoam os animais de maneira tal que os condenam a passar a vida inteira em condições horríveis.
Tudo isso acontece por um equívoco ético fundamental. Os racistas pensavam que um ser humano que não pertencesse a sua raça se situava fora da esfera da ética. Podia, portanto, ser capturado e vendido como escravo. Não acreditamos mais que as fronteiras raciais demarquem os limites para além dos quais os seres humanos se transformem em objetos para nosso uso. Mas ainda achamos que os seres que estão fora das fronteiras de nossa espécie não passam de coisas úteis. Não há base moral para essa crença. A escravidão animal deveria ser enterrada, juntamente com a escravidão humana, no cemitério do passado."
Peter Singer Filósofo australiano, professor de bioética na Universidade Princeton. Seu livro Libertação Animal é um libelo do movimento de proteção aos animais
Iniciação ao Vegetarianismo
Mas, afinal, o que comem os vegetarianos?
Os vegetarianos comem alimentos tão comuns e “tradicionais”, como:
• legumes e hortaliças: couve, brócolos, alface, espinafre, etc.
• cereais: arroz, trigo (usado no pão), etc.
• frutas: laranja, maçã, pêra, banana, kiwi, etc.
• leguminosas: feijões, grão-de-bico, ervilhas, lentilhas, etc.
• frutos secos: passas, sultanas, figos secos, etc.
• frutos oleoginosos: nozes, amêndoas, amendoins, etc.
Terei que incluir novos alimentos na minha dieta?
Não necessariamente. Para iniciados nas dietas vegetarianas, a descoberta de alimentos vegetarianos menos conhecidos poderá parecer um pouco confusa. É importante salientar que os alimentos acima referidos são suficientes para compor uma dieta integralmente vegetariana completa e variada. No entanto, se quiser enriquecer mais e tornar ainda mais variada a sua dieta vegetariana nesta mudança alimentar, é importante saber um pouco mais sobre alimentos vegetarianos que podem ser novos para si e que poderá vir a apreciar muito:
Soja
A soja é uma leguminosa muito rica em proteínas.
Leite de soja
O leite de soja é uma bebida feita a partir do feijão de soja. É uma óptima alternativa ao leite de vaca e uma boa fonte de proteínas. É de fácil digestão, não contém colesterol e tem menos gordura do que o leite de vaca, sendo por isso mais saudável. Pode ser consumido puro ou de forma aromatizada, com chocolate, baunilha, morango, frutos silvestres, etc. Tem um baixo teor em açúcares e não possui qualquer vestígio de lactose. É também rico em fitoquímicos, em especial as isoflavonas, que tudo indica estarem implicados na luta contra o cancro devido aos seus efeitos antiestrogénicos.
Iogurte de soja
O iogurte de soja é um produto fermentado obtido a partir do leite de soja. Apresenta a mesma consistência que o iogurte feito a partir do leite de vaca, mas é muito mais saudável. Os sabores disponíveis são variados e vão desde o comum morango até sabores exóticos, como limão e côco, ou pêssego e goiaba.
Queijo de soja
É feito a partir do tofu, apresentando uma consistência similar ao queijo de origem animal e um sabor muito semelhante (que varia, desde o cheddar ao mozzarela, entre outros). Estes queijos são utilizados com frequência para substituir a utilização de queijo de origem animal em pratos como pizzas e lasanhas vegetarianas.
Gelados de soja
Existe uma vasta gama de gelados que são feitos a partir da soja – não a partir de produtos de origem animal. Os sabores são variados, mas os mais frequentes são de chocolate, baunilha e morango.
Tofu
O tofu é uma espécie de queijo de soja, cujo processo de obtenção é muito similar ao dos queijos fabricados a partir de leite. Tem pouco sabor, contudo absorve os sabores de outros alimentos e condimentos durante a sua confecção. Pode ser utilizado em sobremesas doces, como pudins, e também em confecções mais elaboradas, como fritos, assados, estufados e refogados. É muito nutritivo e pode usar-se em substituição da carne em quase todas as preparações. O tofu é um excelente alimento para usar como fonte proteica.
Seitan
O seitan é um alimento rico em proteínas, semelhante à carne em aspecto firme, textura e sabor. É preparado fervendo ou assando glúten de trigo temperado.
Salsichas e burgueres vegetarianos
São produtos também feitos a partir da soja ou do seitan, podendo conter misturas de algas ou cogumelos. Podem ser usados para comer no pão ou simplesmente para consumir em refeições principais com acompanhamento por cereais e/ou leguminosas. São excelentes alternativas às salsichas ou burgueres de carne.
Tempeh
O tempeh é um alimento fermentado a partir da soja. É de digestão fácil e é uma boa fonte de proteína, fibra e vitaminas.
Shoyu
Conhecido como “molho de soja”, é um molho feito a partir da fermentação de soja, contendo, por vezes, também trigo. Este molho pode ser usado em vários pratos como condimento.
Miso
Costuma ser feito com a soja, mas fica igualmente bom com qualquer outro tipo de feijão, incluindo ervilha, lentilha e grão-de-bico. O fermento utilizado é o koji, produzido a partir de um cereal, geralmente arroz, inoculado com o fungo Aspergillus oryzae. As misturas variam em qualidade e quantidade, produzindo diferentes tipos de miso: muito escuro e forte, ou vermelho clarinho bem suave, doce. Todos os tipos de miso são benéficos numa dieta.
Gelatina agar-agar
Esta gelatina é muito rica em sais minerais, é feita a partir de algas marinhas vermelhas e o sabor é neutro. Também pode ser usada como um substituto do ovo em determinadas receitas. É importante lembrar que, em super/hipermercados, encontra gelatina 100% vegetal (com vários sabores) – mas certifique-se sempre pelo rótulo que de facto a gelatina é exclusivamente de origem vegetal.
Quase todos estes “novos” alimentos estão, actualmente, a ser comercializados pelos principais super/hipermercados, sendo que, por exemplo, o consumo do leite de soja e dos iogurtes de soja se tornou já tão comum, que é muito fácil encontrar estes alimentos, de vários sabores e de várias marcas, em qualquer super/hipermercado do país. As lojas de produtos naturais e dietéticos também são uma boa opção para procurar alguns destes alimentos, eventualmente menos comuns, como é o caso do tempeh ou do miso.
Ao tornar-se vegetariano – e especialmente se se tornar vegano –, perceberá imediatamente que terá que passar a estar muito atento às informações sobre os ingredientes dos produtos que compra, lendo os rótulos. A princípio, pode parecer complicado ou trabalhoso, mas não só é mais seguro, para se certificar de que, por exemplo, as bolachas que está a comprar e que vai comer não têm leite ou ovos, como é também um hábito que se adquire, que fica instintivo e que o levará, ao fim de pouco tempo, a memorizar os alimentos dos quais já conhece os ingredientes e que são exclusivamente de origem vegetal – seguros para que a sua dieta vegetariana seja mantida.
Poderá também parecer-lhe, ou poderão dizer-lhe, que os produtos vegetarianos são muito caros ou que ser vegetariano é seguir uma dieta cara. No entanto, isso não é verdade, não só porque não precisa de estar sempre a comprar e consumir os produtos mais caros (como alguns tipos de cogumelos e de algas, por exemplo), como, além disso, ao deixar de comprar carne, peixe, ovos, leite e derivados, está a deixar de gastar dinheiro que, simplesmente, passará a gastar nas suas compras vegetarianas.